quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

PREFEITURA MUNICIPAL DE ICAPUÍ SECRETARIA DA EDUCAÇÃO E CULTURA PRGRAMA NACIONAL DE GESTÃO DE APRENDIZAGEM ESCOLAR LINGUA PORTUGUESA – PDE/MEC FORMADOR MUNICIPAL – PROFº DIUMBERTO DE FREITAS CRUZ


“Navegando com o GESTAR na Canoa Veloz”

Quem sou eu?
CRUZ, Diumberto de Freitas, Reside Av. Esau Lacerda 1965, Mutamba Icapui - CE


Memorial

Nasci numa manhã ensolarada de 25 de julho, ainda com muita água nos córregos da região, povoado por jaçanãs, marrecos e, o bem-te-vi, pássaro de minha estimação. Privilegiado, assim, por ter tido a sorte de viver numa região etno-social tão magnífica que encanta os olhos ledos de qualquer viajante. Filho de Rosamaria Carneiro de Freitas e José Floriano da Cruz, sou o terceiro filho do casal, dos quatros da família, onde apenas dois conseguiram sobreviver, eu e minha irmã, Conceição.



Tivemos muita sorte de Deus nos ter dado pais tão bons, que com tantas dificuldades conseguiram educar os filhos na melhor maneira possível - as virtudes eram as cartilhas do dia-a-dia dos nossos ensinamentos.



Que tempo bom, lembro-me da primeira cartilha que o Profª Maria de José Felix trouxe para mim de Fortaleza, tinha uma capa colorida com um desenho de um bem-te-vi. Esperei por esse precioso documento quase um mês, contando os dias para recebê-lo.



Cinco anos depois, comecei a estudar em Aracati, 50 km de Icapuí, no tradicional Colégio Marista, que mesmo com uma disciplina severa, consegui aprender as mais significantes aprendizagens para a vida, a força de vontade para crescer e ajudar meus pais, gratificando-os por tudo que nos foi dado com muito carinho e sacrifício, pois eles não tinham condições financeiras; digamos, fácil, para custear dois filhos em uma escola particular, feita para alunos de pais ricos.



Tenho saudades, lembranças dos clássicos da literatura brasileira: Capitães de Areia, Gabriela, Terra dos Sem Fins:  Jorge Amado lembra minha vida infanto-juvenil; Morro Blanco, também autor de Meu Pé de Laranja Lima, me encanta por tratar das salinas, lugar onde tanto observei a dinâmica das águas, desenhadas por trabalhadores enrolados com trapos de pano, mais parecidos com fantasmas transeuntes naquelas brancuras do sal e o escaldante sol do meio dia.



Também não poderia deixar de me lembrar de Menino do Engenho, de Iracema que desliza na canoa veloz em dunas brancas e caia na água do oceano Atlântico, na minha linda terra de dunas e coqueirais. Como moro no nordeste, fica na memória: Vidas secas; O Quinze; Luzia-homem; Aves de Arribação; Morte e Vida Severina que representam a vida de todo nordestino que esperam que a temporada de chuvas venham amenizar seus sofrimentos, trazendo, assim muita fartura como ditam bem os nossos poetas Patativa do Assaré e o saudoso rei do baião, Luiz Gonzaga, que poetisa toda essa trajetória épica, na canção Asa Branca. Não poderia deixar de me lembrar da odisséia Eram os Deus Astronauta, de Erichvon Daniken, que me levava para outra dimensão, observando todas os dias o indelével por do sol, sentado na mais alta duna, onde via o meu tão utópico amor, amor solitário, espelho do mar e da lua. Ah! Não gosto de me lembrar, mas a vida tem dessa coisa, como diz o poeta são e tantas outras. Na literatura estrangeira, além das Brumas de Avalon, Servidão Humana, Anna Karenina, A Cor Púrpura, Doutor Jivago, Cem Anos de Solidão, Fernão Capelo Gaivota, e “O Velho e o Mar”, de Hemingway, romance introspectivo que até hoje não trouxe respostas para minhas tão ingênuas indagações psicológicas da época.



Nessa trajetória de vida, tudo foi muito bom, consegui graças à Deus, o que queria, como foi profetizado na infância.



Em janeiro de 2008, sofri um grave acidente, por pouco não fiquei tretraparaplégico, mas Deus não deixou, depois de 1 ano freqüentemente no hospital e amarrado com o famoso “colete”, porque, mesmo assim, minha vida era quase normal, alegremente fazia quase tudo.



Quando cheguei de Fortaleza, vim trabalhar na minha cidade, não sou barrista, mas apreciador da historia de luta do nosso povo, tão sofridos pescadores.



Desde sua fundação, trabalhei até 2008 na E.E.F.M. Prof Gabriel Epifanio dos Reis, como Coordenador Pedagógico, tendo como comendo “O Primeiro Nacional de Referência em Gestor Escolar”, ficando entre as 05 melhores escolas publicas do Brasil, para mim esse titulo concedido pela UNESCO, CONSED, UNDIMI e Fundação Roberto Marinho coroou nosso trabalho coletivo na instituição, abrindo portas de oportunidades para minha carreira, entre elas, convite para trabalhar em várias Universidades. Na memória, não podia deixar de mencionar a minha preocupação com o Meio Ambiente, fundamos com alguns jovens e o Professor Arimatéia, o famosos Bibiu, o grupo ambiental IGARAKUÊ, peixe-boi marinho em tupi-guarani, que com muito esforço tenta salvar os remanescentes de mangues da região, juntamente, com nossos protagonista maior, o raríssimo peixe-boi, quase extinto na região, muito castigada pelas ações antrópicas, causada pela desinformação. O programa de trabalho foi veiculado pela rede GLOBO, nos noticiários Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Jornal Hoje, entre outros; mesmo assim, estamos lutando sem muito resultado, pois a ganância do homem é maior do que valorizar a criação divina, a natureza.



Hoje, perdi minha querida mãe, pessoa que me fez está vivo até o momento, mais tenho ainda parte de minha família, que me faz lutar para viver cada dia melhor, com a graça de Deus. Rubem Alves e Paulo Freire fortalecem toda essa chuvarada de concepções sobre realmente o que é ensino-aprendizagem, trabalho cotidiano de nossas lutas para o sucesso de nossos jovens. Acredito, muito, na epigrafe de um homem pobre cearense que conseguiu vencer na vida dizendo: “Se algum dia você for injustiçado, não deixe de crer na vida, de engrandecê-la pela decência e de construi-la pelo trabalho”.



Continuo... trabalhando porque Deus me ama e sempre me amará para eu fazer o que sempre fiz: ajudar as pessoas necessitadas, não só materialmente, mas com uma palavras de valor, de confiança, de astral.



Theri is my life
Profº Diumberto

Brasileiro, nascido na linda cidade praiana de Icapui, litoral leste do Ceará, onde resido até hoje. Sou professor universitário, com licenciatura em letras pela UECE (Universidade Estadual do Ceará), dois cursos de Pós-graduação na área de Linguagem e Gestão Escolar e mestrando em Educação Brasileira pela Universidade Americana, Assunção – Paraguai, convênio firmado pelo MERCOSUL (Mercado Comum do Sul), com a tradicional Universidade Cândido Mendes – Rio de Janeiro - Brasil.


PREFEITURA MUNICIPAL DE ICAPUÍ SECRETARIA DA EDUCAÇÃO E CULTURA PRGRAMA NACIONAL DE GESTÃO DE APRENDIZAGEM ESCOLAR LINGUA PORTUGUESA – PDE/MEC FORMADOR MUNICIPAL – PROFº DIUMBERTO DE FREITAS CRUZ


RELATÓRIO DO GESTAR II / ICAPUÍ – CE

Relatório do I encontro – 08/09/2009.




Relatório do II encontro – 16/09/2009.
As discussões sobre as variantes da língua, não é uma temática nova, apesar, ainda, de nós professores sermos seguidores do convencionalismo, do padrão, da norma e do poder.


A professora educadora lingüística, Ana Maria Iório, da UFC (Universidade Federal do Ceará), trabalhou com os professores dos anos iniciais, durante dois anos. Graças a isso, nós, professores pensamos um pouco diferente, respeitamos a identidade da fala de cada um.


Foi feito uma leitura “Os dialetos do Português”, na TP1, somado com o texto que tratava do assunto “Conhecendo o Português através de suas variações”, onde houve um momento rico em discussão sobre a temática abordada na oficina, pois na nossa região, os nossos alunos, principalmente, da linda praia de Redonda, sofre com o preconceito lingüístico, que segundo alguns autores é um crime contra a identidade do povo, da liberdade de expressão, o mais natural meio de conquista da cidadania.


Finalizando com uma palavra, os cursistas assinaram o termo de compromisso frente aos desafios do programa de aprendizagem em Língua Portuguesa, assumindo o projeto de trabalho no Município de Icapuí, barca veloz, em tupi-guarani.

Relatório do III encontro – 23/09/2009
Nesse encontro, foi realizada uma oficina de Produção Textual, como cronograma de atividades do Projeto Educativo “O jornal em sala de aula”, assunto bastante emergente com as novas nomenclaturas de gêneros e tipos textuais, muito bem abordados nos cadernos de teoria e pratica do Programa do GESTAR II.


Os cursistas, juntamente, com o formador Municipal, elaboram um Projeto para visita da Redação do Jornal Diário do Nordeste, em Fortaleza, veiculo de grande circulação no estado e também conhecido em todo País.


O encontro proporcionou a todos uma oportunidade ímpar de conhecer como funciona o jornal, como se elabora uma manchete, um caderno, uma noticia de última hora. A leitura e a escrita são indissociáveis, não podem ser desvinculadas: “quando alguém ler alguma coisa, qualquer dia ou qualquer hora, ele expressa seu pensamento na escrita, mesmo sem ser cobrado por alguém – no caso, os professores com os alunos”, acrescentam um incipiente jornalista da redação do jornal.


Na oficina, os cursistas receberam um guia didático-metodológico de Produção Textual para trabalhar com os alunos em sala de aula; o material é bastante prático, pois detalha com clareza todos os passos para a efetivação das Atividades.


A urgência de viver, texto do Rabino Henry Sobil, trouxe realmente uma necessidade do professor-cursista de se capacitar com novas metodologias de trabalho, facilitando, assim, o sucesso do aluno nas aprendizagens mais significativas, entre as quais a oralidade mais expressiva da língua materna.

Relatório do IV encontro – 29/09/2009.
Nesse encontro, os professores-cursistas já estão mais acostumados, juntamente, comigo, o formador, da importância das lições de casa, Avançando na Prática, como tarefa para serem entregue em tempo determinado. A mídia, ainda, muito escassa na região, é um grande empecilho, pois as escolas não têm internet, precisando, muitas vezes, o professor sair de sua instituição e pagar condução para postar seu trabalho, no centro mais próximo.



Trabalhadas, as crônicas sugeridas pelos professores-cursistas, motivada pela oficina 1 (TP1-unidade 02), trava-se um rica discussão sobre as normas da língua, da ideal, da culta, do padrão, que na visão dos professores, essas modalidades da língua são convencionais, o importante é a expressão da língua como fonte de sabedoria, que difere o homem dos outros animais.



É certo que precisamos estudar para conseguir as convenções, mas não impó-las descontextualizadas nos nossos jovens aprendentes, diz a professora Madalena, que trabalhou a poesia “O trem” de Carlos Drummond, que faz alusão ao café-com-leite, muitas vezes, não o tendo na sua casa antes de ir a aula, foi um relato bastante interessante e que despertou a curiosidade de todos os cursistas, que compreenderam o que era um texto através, das fotografias do famoso Sebastião Salgado, que retrata a vida miserável do povo característico das regiões brasileiras.

Relatório do V encontro – 08/10/2009.
No avançando na prática (TP1-unidade 03), foi uma excelente sugestão para aprofundar o estudo sobre os veículos de comunicação, muito bem discutido e apresentado na oficina de produção textual, oferecida pelo “Projeto Jornal em sala de Aula”, do Sistema Verdes Mares de Comunicação.




Nesse encontro, também, se trabalhou a intertextualidade como processo muito interessante para trabalhar a leitura e escrita em vários gêneros textuais.




Na opinião da cursista Liziane Carvalho, do 7º ano da E.E.F. Profª Mizinha, os avanços na pratica traz à tona de que os professores, realmente, necessitam de um detalhado plano para trabalhar em sala de aula com seus aprendentes.




Os professores cursistas reafirmam que o material do programa é bastante dinâmico e serve para orientá-los para a metodologia das avaliações externas dos alunos. O raciocínio lógico é bem aprofundado nos estudos das TP1 e AAAs, facilitando a aprendizagem e, conseqüentemente, bons resultados nesses textes de larga escala, promovidos pelo MEC (Ministério da Educação). Finalizando, as E.E.F. Profª Carlota Tavares de Holanda e Raimunda Lacerda Damião, solicitaram os prazeres de casa, ou seja, da escola, atividades diferenciadas para socialização de cada encontro pedagógico.

Relatório do VI encontro – 13/10/2009.
Iniciamos com a apresentação dos prazeres de casa da instituição selecionada juntamente com o relato das lições de casa aplicadas pelos professores cursistas.
Dando Continuidade, a professora falou da satisfação dos alunos em assistir ao filme “Central do Brasil”, (oficina 2- TP1 – unidade 04), onde todos responderam ao questionário formulado pelos professores em equipe, onde da ênfase na produção textual, pré-requisito fundamental para o estudo da próxima unidade, que trata do assunto.
O estudo de Ampliando Nossas Referências com as questões gramaticais possibilitou um bom debate, bastante polêmico no meio acadêmico quando se trata do assunto.
Como prazer de casa foram entregues uma figura de referências nas Artes para os cursistas, assim identificado as diferentes funções que ela tem no cotidiano de nossas vidas, e “Com que é esse personagem”, termina mais um encontro que, por incrível que pareça, o nome do personagem é o GESTAR, mensageiro de boas vindas para o ensino-aprendizagem de Língua portuguesa, na perspectiva das novas metodologias.

Relatório do VII encontro – 22/10/2009.

No embalo do estudo de Produção Textual, dos elementos estruturais relativos a escrita e a leitura, foi trabalhado nessa oficina, a produção cinematográfica “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa, material muito rico por explorar a expressividade da linguagem cotidiana, bastante eloquente no enredo do filme. No momento, como suplemento para o trabalho, foi estudado o texto “Níveis de Leitura de um Texto”, enfocando a real necessidade do aluno passar pelos três níveis explicitados para compreender as inferências textuais. “Esse passo a passo para compreensão de um texto é de fundamental importância, pois não se queima etapas”, acrescenta o professor Aldecyr dos Santos. Continuando no Avançando na Prática (TP2-unidade 08), como prazer de casa do grupo 01 e o Avançado na Pratica (TP1-unidade 05), do grupo 02, socializamos as tarefas realizadas. No nosso ponto de visita, essa oficina foi muito proveitosa, pois trouxe à tona, a necessidade da formação continuada dos nossos profissionais da educação, diagnósticada através, da leitura do texto “A língua em Todas as Disciplinas”, do autor Luis Carlos de Menezes, Abril 2009 – WWW.ne.org.br.

Relatório do VIII encontro – 05/11/2009.

Esse encontro foi mais uma avaliação do GESTAR II no município de Icapui. No momento, trouxemos todo setor pedagógico da SME (Secretaria Municipal de Educação) para socializar como o trabalho está sendo realizada nas instituições escolares. A satisfação de uns e as dificuldades de outros professores cursistas, por morarem a 64 km de distância de onde acontecem os encontros do Programa Educativo.
O slide “A lógica de Eistein” foi como um banho de água fria em cabeças quentes, acalmou mais a ansiedade e tudo foi orientado conforme as instruções da Profª Guiana Brito, que é realmente uma mensagem do GESTAR, não uma mensageira, passageira, do programa supracitado.
No segundo momento, apresentou-se a necessidade de um projeto de leitura e escrita nas instituições escolares, já sabendo que já existem em algumas escolas.
Depois da leitura do documento do Projeto Educativo, da autora Marinês Cândido de Jesus, os professores cursistas, juntamente, com os Coordenadores Pedagógicos das instituições ficaram de sentar no planejamento coletivo e socializar com os professores escolhendo o nome do Projeto de Trabalho e sua temporalidade em cada instituição.